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  • Guilherme Sá

Entrevista com Fabiola Sant'Ana, CEO da Shopper Supply - Parte 1


Em 2020 nós decidimos entrar em uma nova era da Shopper Supply, buscando principalmente aproximar parceiros e clientes com quem está por trás do que a gente faz aqui. Com isso, vamos começar a contar um pouco da história da Fabiola Sant’anna, CEO e Fouder da Shopper Supply que é apaixonada por varejo e por empreender, e como chegou na área do trade marketing.

Com 14 anos já conhecia o mercado de trabalho, seus pais eram donos de lojas e de confecção de roupa feminina. Segundo Fabiola, não houve uma primeira experiência dentro do varejo na vida dela. “Eu digo que nasci dentro do varejo”, já que sempre acompanhou o movimento dos pais em relação as lojas.

Desde pequena acompanhava os processos da mãe, na fábrica, as costureiras e o processo da revenda de roupas que eram compradas em São Paulo. De roupas para o público adolescente que funcionava a partir de revenda até a loja para mulheres mais velhas onde a produção era própria.

Aos 17 anos já começou a dominar o varejo na loja dos pais para o público adolescente, esse foi o seu primeiro trabalho de fato. Não conhecia o ‘’trade marketing’’ em si, mas vivia inserida nele. Vitrine, inventário, visual merchandising, fechamento de vendas e sortimento, já eram responsabilidade dela.

Com 19 anos mudou para uma grande empresa do varejo no Rio de Janeiro. Primeiro trabalhou na área de operações da empresa, na confecção de processos, mapeamentos e depois de um tempo, ainda sem conhecer, entrou no departamento de visual merchandising, inaugurando essa nova área dentro da empresa.

Em um certo momento pôde perceber mais claramente o que seria o Trade Marketing que vivia. “O comprador da loja colocou no sortimento uma nova linha de edredons que eram vendidos em kits e se diferenciavam dentro da embalagem, mas sem informação para o cliente do que era encontrado dentro de cada um dos kits de maneira clara. Então a gerente pediu para produzir adesivos com diferentes cores para cada modelo para acrescentar informação na embalagem do produto. Quando o produto estava para chegar eu percebi que não era só botar no malote e enviar para a loja. Como colar? Em qual posição e por que? Como o produto deve estar exposto para o adesivo ser visto pelo cliente?” Foi através dessa reflexão que vivenciou o trade marketing pela primeira vez e quando despertou em si, o amor pela área.

Então a Fabiola começou a juntar os pedacinhos que compõem o Trade Marketing. Comunicação, Operação, ajudar o cliente e dar Resultado. Montou um book para simular como deveria ser feito e surpreendeu a gerente da loja. A partir desse dia, começou a engajar nesse modelo de comunicação. “Esse foi o primeiro contato que tive com o trade marketing onde eu entendi realmente a beleza do que a gente faz”, conta.



A percepção dela mudou a partir desse clique e dessa proatividade, assim pôde entender o papel do trade marketing. Com a animação, percorre a percepção que teve na época sobre o assunto e seus obstáculos. “Tive que aprender a conectar todos os pontos, a conectar e montar o quebra cabeça de forma que quando chegasse no ponto de venda, tudo já tivesse sido olhado, entendido e corrigido. Se todos os alinhamentos já estivessem feitos, no ponto de venda só seria questão de boa execução”.

Na época não se usava muito cartão, era dinheiro ou nota promissória. E as necessidades dos consumidores, o conhecimento relacionado a eles e o cenário no sentido tecnológico aplicado mudou bastante desde o início da Fabiola no mercado de trabalho até os dias atuais.

Como aprendeu ela não sabe dizer, mas sabe que o fato de ter trabalhado em loja com os pais a fez ter um entendimento do consumidor de maneira orgânica e a partir disso, buscou muita informação e estudos para adquirir cada vez mais conhecimento, de maneira mais clara sobre o assunto e segue com esse mesmo objetivo agora com a agência que fundou de Trade Marketing, Shopper Supply.

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